CERVEJA CANIL

CERVEJA CANIL

Cervejas… e colesterol! 🙂

As cervejas artesanais têm vindo a crescer de importância no panorama nacional desde há uns dois anos para cá, e desde o ano passado temos visto um crescente interesse da parte dos restaurantes em acompanhar esta tendência. Há cada vez mais marcas de cervejas artesanais no mercado e cada vez mais a ter na sua carta pelo menos uma ou duas referências – e restaurantes de todo o tipo, desde tascas modernas até espaços mais sofisticados ou de cozinha de autor. Aumenta a procura, aumenta a oferta, e por isso é normal que comecem a abrir espaços dedicados às cervejas artesanais. Como é o caso do Canil, uma espécie de bar/pub/cervejaria/tasca moderna que abriu ainda este ano na Baixa lisboeta.

A primeira coisa que nos salta à vista quando entramos no Canil (isto vai sempre soar estranho…) é a linha de torneiras de imperial atrás do balcão, e todas despersonalizadas. Há 32 cervejas de pressão no Canil, todas artesanais, incluindo 6 referências de produção própria. Ou seja, muita cerveja para experimentar! E como há a opção de copos de 20cl, dá para irmos pedindo cervejas diferentes ao longo da refeição.

De resto, o Canil tem um look engraçado, numa onda de pub modernaço, com uma decoração simples e vários murais com referências egípcias. Mesas corridas e outras mais pequenas, porque é um espaço mais para ir em grupo, claramente.

Mas vamos ao que interessa: a comi… não! As cervejas! 😉 Porque a experiência no Canil é muito mais uma experiência cervejeira, acompanhada por alguns pratos que funcionam como acompanhamentos em forma de petisco. Que também não o são pelo tamanho das doses. E como a cerveja enche e depois a comida que há para acompanhar também é bastante “gorda”, é normal que se saia do Canil a rebentar pelas costuras.

Começamos por pedir duas cervejas de produção própria: a Canil New England IPA e a Canil Weiss (com meloa e manjericão). São as duas bastante boas, em especial a IPA, bem equilibrada. A Weiss tem um toque mais fresco derivado da tal meloa e manjericão, mas a nível de sabor é um pouco mais estranha. Para acompanhar estas meninas, os Cogumelos Imperiais, recheados com queijo e alheira, bastante bons.

Segundo round de cervejas, continuando nas artesanais mas já sem serem de produção própria. A POST SCRIPTUM Melindrosa é uma Amber Ale com um toque de mel, o que a torna mais doce mas ainda assim muito boa; por outro lado, a CHICA D’oak é um Bourbon Whiskey Ale, onde se sente efectivamente o aroma a bourbon, o que para mim a transforma logo numa cerveja vencedora! Qualquer uma delas resulta muito bem com o segundo petisco que pedimos, o Tapilhau: dadinhos de tapioca com topping de bacalhau à brás e molho pesto. Uma combinação estranha porque não parece combinar… mas individualmente cada um dos elementos até é bom.

Ora, os dois primeiros petiscos já são assim coisas intensas e com algum colesterol… mas na foto em cima está outro prato além do Tapilhau. Esta travessa chama-se Passeio em Lisboa, e depois de comer isto é mesmo preciso ir dar um grande passeio! O Passeio em Lisboa é basicamente uma base de batatas fritas cobertas com pulled pork com molho BBQ de ginja, queijo derretido e ainda castanhas assadas. Decadente e gordo! Um prato que nos tira anos de vida, mas que sabe tão bem!!! Para o acompanhar (sim, desta vez foi ao contrário), provámos a DOIS CORVOS Chihuahua, uma stout com um travo de chocolate quente, muito interessante e intensa, que não resulta particularmente bem com este prato mas a má conjugação foi culpa nossa. Por si só a cerveja é excelente. Muito boa também a última chegar à mesa, a Hit Me Baby One More Lime também da Dois Corvos, mais fresca e com um travo a limão, mais adequada ao prato sem qualquer dúvida.

E depois de tudo isto, porque não terminar com uma sobremesa? Ainda não tínhamos calorias suficientes nesta refeição… O Cheesecake do Canil é muito bom e teoricamente tem uma base feita de castanha, que honestamente não sentimos, mas pronto. O que interessa é que a textura é muito boa e o sabor também por isso, com calorias ou não, esta refeição tem um final feliz.

A experiência cervejeira que procurávamos foi claramente bem conseguida, mas também saímos do Canil com as veias entupidas de gordura. E gordura da boa! Porque os pratos que se servem aqui são todos bastante substanciais e decadentes, e as doses ajudam a encher-nos. Como se a cerveja não fizesse já isso…

No fundo, o Canil bate aos pontos qualquer outra cervejaria na grande Lisboa, tanto pela quantidade como pela qualidade da oferta (às 32 cervejas de pressão juntam-se ainda quase uma centena de referência engarrafadas). É um sítio para amantes de cerveja, para ir passar umas boas horas a experimentar cervejas diferentes, a conversar, a ouvir música ao vivo. E ainda para petiscar qualquer coisa, se tiverem coragem! 😉

Preço Médio: 20€ pessoa (com petiscos e duas cervejas)
Informações & Contactos:

Rua dos Douradores, 133 | 1100-204 Lisboa | 211563844

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