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Onde Vamos Jantar? Restaurantes em ROMA

Roma deve ser a cidade com mais igrejas, padres e freiras por m2. Aliás, e parafraseando, “dás um pontapé numa pedra e aparece uma igreja”. Ou basílica. Geralmente gigantes. E opulentas. E vazias (sem contar com os turistas). Mas isso não interessa nada, pelo menos aqui. Porque aquilo que queremos é relatar-vos as nossas experiências gastronómicas nestes dias passados no meio de pastas e pizzas! 😉

Recebemos muitas sugestões e até procurámos muitas delas, mas depois acabámos por ir improvisando à medida que íamos andando pela cidade. Por isso, descrevemos de seguida as nossas experiências, para que possam incluí-las (ou não) na vossa lista de restaurantes numa visita a Roma.

CASETTA DI TRASTEVERE (bairro de Trastevere)

Tendo em conta que este bairro é o mais vibrante a nível de restauração, é normal que tenhamos visitado vários restaurantes nesta zona. O Casetta di Trastevere era um daqueles que nos tinha sido sugerido, por isso levámos na boa ficar à espera mais de meia hora para jantar. O espaço é engraçado, recria uma casa, com decoração que para nós turistas parece típica. Por falar nisso, restaurante cheio quase só com estrangeiros, o que mostra a sua “fama”.

Depois de duas bruschettas onde não vi diferenças face ao que comemos em Portugal, provámos uma pasta, uma pizza e um prato de carne. O rigatonni Cacio e Pepe estava excelente, cheio de sabor, o Scaloppine Al Limone também foi uma opção interessante, mais pelo molho de limão bem conseguido do que pela carne em si, e a Pizza Bombetta (tomate, mozzarella, pimentos, salame e chilli) também foi uma bela surpresa, com massa não demasiado fina e ingredientes muito bons.
Pode não ser o restaurante mais típico e atrair muitos turistas, mas desde que isso não tenha influência na qualidade da comida, por mim tudo bem!

CANTINA/FOODCOURT DO MUSEU DO VATICANO (no Vaticano, claro)

Ok, admito que fiquei surpreendido ao perceber que há um foodcourt no museu do Vaticano. Sim, com mesas e cadeiras tipo cantina, várias bancas com diferentes tipos de comida, e uma população que mistura padres com turistas. Vários tipos de comida, tudo num registo italiano, mas resolvemos escolher as pizzas por ser mais rápido. Além de rápidas, são péssimas, das piores que já comemos. O que tem a sua graça: vamos a Roma e comemos das piores pizzas de sempre. Enfim…

DA ENZO AL 29 (bairro de Trastevere)

Não tinha o Da Enzo al 29 na minha shortlist de restaurantes em Roma. Mas andávamos pelo bairro de Trastevere a passear e o que me chamou a atenção foi a fila enorme de gente à porta do restaurante, antes da abertura. Fila com muito mais italianos do que turistas, o que é sempre bom sinal! Curiosos, fomos ler reviews e percebemos que valia a pena a espera.

A lista é curta e isso facilita a escolha, ainda que ainda nos sejam sugeridos pratos do dia, fora da lista. Começamos com a La Palla al 29, uma espécie de pastel de bacalhau redondo, nada de especial.

Para pratos principais, pasta, claro. A Gricia, rigatonni com bacon e queijos, muito boa, e a Cacio e Pepe (com tonnarelli), menos interessante (comemos outra cacio e pepe muito melhor nestes dias). Além disso, pedimos umas Polpette, almôndegas cheias de sabor com um molho de tomate fenomenal, que acompanhámos com batata frita, caseira, boa.
Sobremesas excessivamente caras para o preço: um tiramisu saboroso mas demasiado líquido e uma mousse de mascarpone com frutos do bosque, muito mais interessante mas pequena…
No geral, uma agradável surpresa, e ainda bem que nos deparámos com a fila!

SPAGHETTERIA PIZZERIA L’ARCHETTO (zona da Fontana Di Trevi)

Fomos até ao L’Archetto porque nos falaram dos melhores spaghettis que se comem por Roma. Numa cidade onde se servem pastas em todo o lado, a referência ao melhor spaghetti entusiasmou-nos! E a verdade é que foi uma bela experiência, e não apenas por isso.

Começamos com uns pequenos mas maravilhosos arancini, a nível de sabor e texturas. Depois, seguimos com dois spaghettis e uma pizza. Começando pelo fim, a pizza San Carlo é muito boa, massa não demasiado fina e saborosa, bom molho de tomate e presunto e courgete em cima.

Depois, os spaghettis… aqui, o difícil é escolher, porque na lista são só 8 páginas com opções!!!
O Bubu tem parmeggiano, molho cremoso de queijo e espinafres, um conjunto fresco e interessante; mas o melhor foi mesmo o spaghetti Pesto, muito simples mas sem dúvida o melhor que já comi! Pasta perfeita (al dente, claro), pesto fenomenal, queijo na dose certa. Maravilhoso!!

Para terminar, outra escolha acertada: uma panacotta, perfeita também na textura e no sabor.

Vinho branco da casa a acompanhar, frisante, doce, tão bom que mandamos vir dois jarros. Uma nota final: a taxa de serviço é um pouco elevada, mesmo para os padrões de Roma – estamos a falar de 15% da conta. Mas a comida vale mesmo a pena.

CLETO (zona do Coliseu)

Pois que foi a nossa pior experiência de restauração em Roma (nem contamos com a cantina do Vaticano como restauração)… :/ Quando entrámos na rua do restaurante, a pequena esplanada até parecia prometedora, e a lista, sem ser surpreendente, tinha muita oferta. Mas o principal problema foi o serviço: pouco simpático, completamente descoordenado e lento, muito lento. Aliás, os empregados não são lentos, a cozinha é que é. Éramos 3 pessoas, pedimos 3 pratos, e todos chegaram à mesa em tempos diferentes.

A salada Romana (alfaces, alcachofras, milho e queijo) demora 15mn e é bem servida, ainda que precise de todos os temperos. O Fetuccine Ai Funghi Porcini (cogumelos, portanto) aparece na mesa meia hora depois da salada, ou seja, quem a comeu já tinha terminado, e também não tem sabor nenhum. E passados mais 10mn, chega a Carbonara, o melhor dos 3 pratos, mas ainda assim muito longe daquilo que esperávamos. Cada pessoa comeu à vez, e a justificação que nos deram foi nula.
Má sorte, talvez…

PAPA REX (zona do Vaticano)

Ao lado do apartamento onde ficámos (ou seja, ao lado do Vaticano), tem todas as características de um restaurante virado para turistas. Desde a decoração ao serviço, passando pelos pequeno espectáculo que promovem ao jantar (músicos, performers, etc.), tudo parece criado para entreter o turista. Mas a verdade é que o restaurante, mesmo sendo muito grande, estava quase cheio, maioritariamente com italianos.

O serviço é muito simpático, como aliás lemos em várias críticas, e a comida é francamente boa. Um trio de bruschettas muito boas serviu para começar a refeição; nos principais, uma pasta Alla Matriciana excelente, levemente picante como se quer, rica em sabor; e uma pizza onde a massa era ligeiramente mais alta do que estávamos à espera, ainda que fosse saborosa e os ingredientes fossem excelentes.

Para acompanhar, bom vinho tinto da casa e um excelente aperol spritz!

GRAZIA & GRAZIELLA (bairro de Trastevere)

Este também não estava planeado, mas enquanto andávamos pela zona, fizemos uma pesquisa nas redes sociais por restaurantes ali perto e muitos apontavam para este, pela comida e pelo ambiente. Sim, o ambiente é muito jovem e descontraído, com os empregados cheios de pinta e muito simpáticos. Espaço completamente “instagramável”, cheio de pormenores a pedir fotografias e partilhas. E tem ementas traduzidas para Português (ainda que seja claramente Google translate, pelos pequenos erros)!

A comida já não surpreende tanto… a entrada de alcachofra frita é diferente e engraçada, mas depois chega uma pizza Capricciosa com a massa na zona central completamente ensopada, um erro grave para uma cidade onde todos os restaurantes assinam como “pizzeria”. Muito melhor o risotto de espargos verdes, que nada sabia a espargos verdes, mas sabia muito a queijo e estava no ponto. Desilusão outra vez na sobremesa, com um pequeno tiramisu demasiado líquido e sem textura nenhuma.

Mas sim, o sítio tem pinta, e nem é caro por aí além…

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