ADEGA DANTAS

ADEGA DANTAS

Tascas… para turistas!

O percurso que temos feito no âmbito do #adorotascas (procurem no Instagram) tem-nos levado a restaurantes que podíamos até já conhecer de outros jantares, mas aos quais agora voltamos com uma perspectiva diferente. Uma perspectiva, se quiserem, mais “pura”. E isto tem acontecido mesmo com restaurantes que antes tínhamos deixado em categorias às quais não tencionávamos voltar.

Um destes casos é a Adega Dantas, um restaurante que sempre conhecemos como um espaço para jantares de grupo. Secundária, faculdade, grupo de amigos… fosse o que fosse, para nós o Dantas sempre foi daqueles restaurantes onde íamos com malta, em jantares de grupo, comer comida portuguesa básica, bebida à descrição, a preços relativamente baratos. Ou, pelo menos, era a isto que estava habituado.

O problema é que os tempos mudam, assim como a própria cidade muda. Lisboa é cada vez mais uma cidade turística, e mesmo aqueles restaurantes que antes serviam só para jantares de grupo, hoje em dia preocupam-se mais em servir o turista do que o português. Por isso – e infelizmente – não temos a melhor experiência quando tentamos marcar um jantar de grupo. Ao telefone não nos deixam reservar, porque “Sábado à noite tem sempre muita afluência”… e depois chegamos a um restaurante quase vazio. Sei que estamos no Bairro Alto, mas quando este tipo de sítios começa a preocupar-se mais com turistas do que com locais… não é uma boa política.

Mas ok. A Adega Dantas é uma escolha clássica para jantares de grupo, sejam eles adolescentes ou não. Estamos no registo da comida portuguesa básica, sem grandes surpresas. Pratos de peixe e de carne com ênfase nos grelhados, e depois alguns bifes daqueles que vêm com molho de cogumelos. Pois, isso mesmo, “old school”.

Bons croquetes para começar, mista de enchidos fraquinha para continuar. Depois, dois tipos de carne com “os champignon” (a vazia e o peru, ambos normais), uma alheira frita mas não demasiado gordurosa, uns escalopes “à Madeira” que não se destacam do resto e um bom Bife à Portuguesa (principalmente por causa da carne).

O vinho da casa é de garrafa, e isso deita um bocadinho por terra as memórias que tínhamos… e acrescenta uns € ao preço final também. Lá está, numa zona tão turística como esta, nós deixamos de ser o target principal de restaurantes deste género…

A única coisa realmente má são as sobremesas, mas também é aquilo que nunca me lembro de ter comido em jantares de faculdade. Agora percebo porquê.

No fundo, o Dantas continua a ser uma tasca. Mas, assim como muitas outras tascas na zona do Bairro Alto, o facto de haver uma afluência turística tão grande, faz com que se dê mais importância ao estrangeiro do que ao “tuga”. E por isso temos comida menos interessante, preços mais altos, serviço menos prestável. O que é só estúpido, porque um grupo de portugueses, quando bem servido e se se sentir à vontade, consome bastante mais do que qualquer turista. E ainda volta! Mas alguns restaurantes não pensam nisso.

A Adega Dantas seria um bom exemplo daquele tipo de restaurante do qual faríamos um bastião para as tascas em Lisboa. Mas agora já não é. É um restaurante para turistas, sem alma. E o problema é que, naquela zona da cidade, está longe de ser o único…

Preço Médio: 15€ pessoa (com vinho)
Informações & Contactos:

Rua Marechal Saldanha, 15 | 1200-086 Lisboa | 21342 03 29

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